Rádio Alternativa 21

Bons Sons 2018 (4º dia): Dead Combo, Linda Martini, Luís Severo…

A edição do festival que este celebrou o amor na edição de 2018, terminou este domingo num dia em que tocaram os Dead Combo, Linda Martini, Luís Severo e muitos outros… Mais uma vez  a aldeia de Cem Soldos encheu-se para celebrar a música portuguesa nos seus mais diversos palcos espalhados pela aldeia.

A tarde começou com um punhado de gaitas de foles e uma mão cheia de percussões: a Orquestra de Foles sobiu ao Palco MPAGDP com temas tradicionais e composições originais que jogam com técnicas antigas, arranjos contemporâneos e ritmos improváveis. O mesmo palco recebeu, logo depois, o cante alentejano do grupo coral Douradas Espigas de Albernôa.

Ao Palco Giacometti, Cat Falcão, das Golden Slumbers, chegou a solo com Monday. Às influências folk, que constituem a base da sua criação, Monday juntou um caráter mais elétrico e menos clean, mostrando que não tem medo de experimentar.

No Palco Zeca Afonso, Peltzer, duo de Rui Gaio e Cató Calado, combinam texturas eléctricas e eletrónicas, num pulsar que atravessa décadas. As canções combinam sempre uma certa vertigem por arranjos de solução pouco convencional com uma transparência melódica que as leva a instalarem-se confortavelmente nos nossos ouvidos.

Depois de ter corrido as rádios com os singles Escola e Boa Companhia, de esgotar salas pelo país e de uma residência artística em São Miguel, onde começou a preparar novas canções, Luís Severo chegou ao BONS SONS para ocupar o Palco Giacometti ao final da tarde.

O saxofonista Rodrigo Amado está de regresso com o seu celebrado Motion Trio: Miguel Mira no violoncelo e Gabriel Ferrandini na bateria. Reconhecidos pela crítica nacional e internacional, são uma das formações mais vanguardistas e bem sucedidas do jazz português e vão prová-lo no Palco Amália.

Em 2018, os Dead Combo estão de volta com Odeon Hotel, o sexto álbum de originais. Influenciados pelo fado, rock e as bandas sonoras dos westerns, bem como música da América do Sul e de África, os Dead Combo têm vindo a desenhar uma trajetória extraordinária, com a consolidação da sua carreira internacional e a sua afirmação como uma das mais interessantes bandas portuguesas.

As harmónicas estridentes e os riffs explosivos dos Moonshiners chegaram ao Palco Amália com um conjunto de “canções para homens sensíveis e mulheres de barba rija”.

Ícone incontornável da pop-rock portuguesa, Lena d’Água sobiu ao palco com Manuel Lourenço, o cantor e compositor que se apresenta como Primeira Dama, e com os membros do coletivo Xita Records.

A celebrar 15 anos de carreira, os inconfundíveis Linda Martini, banda de destaque no panorama atual do rock português, trazem ao BONS SONS uma mão cheia de sucessos e o mais recente trabalho, agraciado pela crítica.

Na Festa de Encerramento, entre música, jogos e surpresas, Foque e Godot celebraram os encontros, despedidas e memórias de quatro dias de festival e proporcionaram uma última chance para novas histórias. Foque é o projeto de a solo de Luís Leitão que nasceu da necessidade de ter independência musical e de largar, não as guitarras nem as baterias convencionais, mas o rock em geral, onde havia embrenhado grande parte da sua vida. Já o misterioso Godot assume-se como um “clown dos tempos modernos” centrado na energia, no estado de espírito, no gesto, na estética e no desenvolvimento de novas dramaturgias.